Lendo o texto do blog do Contardo Calligaris -
http://contardocalligaris.blogspot.com/2010/09/felicidade-nas-telas.html?spref=fb - me inspirei a escrever o que penso das mídias sociais.
Pessoas felizes, alegres e que tem necessidade de postar tudo o que fazem em tempo real. Basicamente é pra isso que tem prestado os canais de relacionamento.
Na realidade, que tipo de relacionamento é esse?
1- A maioria das pessoas que querem mostrar os momentos bons que passam de forma instantânea são egoístas. Elas aparentam estar no topo, que são melhores ou que tem conhecimentos mais apurados;
2- Como chamar de relacionamento algo individualista? Você compartilha com os teus amigos ou seguidores apenas a mensagem não o momento. E para muitos, não fazer parte desse momento é triste. A pessoa se sente deslocada e sem importância;
3- Quantos contatos ativos você tem? E quantos são meros números? Muitas vezes são números pra demonstrar quão querido você quer transmitir que é;
4- A velocidade da informação vem ligada com a velocidade de quebra de contatos reais. Vive-se o virtual. É mais fácil conquistar pessoas colocando em imagens e poucas linhas o que não faz surtir efeito quando se está presente. Você adquire amigos virtuais e quando se encontram na vida real, percebe-se a falsidade do contato. Logo, é passageiro. Nunca se teve tantos amigos e colegas de “pouca duração” como hoje em dia.
Fico realmente preocupado quando vejo uma pessoa viciada nas mídias sociais. As tenho, na verdade, como pessoas infelizes.
A necessidade de se expor e tentar manter todos atualizados sobre seus feitos me faz questionar, “Porque não curtir o momento ao invés de compartilhar com inúmeras pessoas?”
Se estou tão preocupado em gerar a notícia, se levo muito tempo em frente aos gadgets tecnológicos para contar a minha felicidade, na realidade essa felicidade não está sendo plena (ou nem existe felicidade). Apenas um desejo de ter uma vida “perfeita” de forma egoísta.
Sei que vou gerar polêmica. Quero comentários expressando seu ponto de vista.
http://contardocalligaris.blogspot.com/2010/09/felicidade-nas-telas.html?spref=fb - me inspirei a escrever o que penso das mídias sociais.
Pessoas felizes, alegres e que tem necessidade de postar tudo o que fazem em tempo real. Basicamente é pra isso que tem prestado os canais de relacionamento.
Na realidade, que tipo de relacionamento é esse?
1- A maioria das pessoas que querem mostrar os momentos bons que passam de forma instantânea são egoístas. Elas aparentam estar no topo, que são melhores ou que tem conhecimentos mais apurados;
2- Como chamar de relacionamento algo individualista? Você compartilha com os teus amigos ou seguidores apenas a mensagem não o momento. E para muitos, não fazer parte desse momento é triste. A pessoa se sente deslocada e sem importância;
3- Quantos contatos ativos você tem? E quantos são meros números? Muitas vezes são números pra demonstrar quão querido você quer transmitir que é;
4- A velocidade da informação vem ligada com a velocidade de quebra de contatos reais. Vive-se o virtual. É mais fácil conquistar pessoas colocando em imagens e poucas linhas o que não faz surtir efeito quando se está presente. Você adquire amigos virtuais e quando se encontram na vida real, percebe-se a falsidade do contato. Logo, é passageiro. Nunca se teve tantos amigos e colegas de “pouca duração” como hoje em dia.
Fico realmente preocupado quando vejo uma pessoa viciada nas mídias sociais. As tenho, na verdade, como pessoas infelizes.
A necessidade de se expor e tentar manter todos atualizados sobre seus feitos me faz questionar, “Porque não curtir o momento ao invés de compartilhar com inúmeras pessoas?”
Se estou tão preocupado em gerar a notícia, se levo muito tempo em frente aos gadgets tecnológicos para contar a minha felicidade, na realidade essa felicidade não está sendo plena (ou nem existe felicidade). Apenas um desejo de ter uma vida “perfeita” de forma egoísta.
Sei que vou gerar polêmica. Quero comentários expressando seu ponto de vista.
Lindo Loiro pensante...
ResponderExcluirConcordo plenamente com o que você diz aqui!Me fez pensar mais sobre meu quase vício em mídias sociais... Me fez ver que em vez de curtir alguns momentos, realmente fico pensando em chegar em casa ou ligar o cel pra postar o que está acontecendo... irei rever o tipo de relacionamento que quero ter com meus amigos nessas mídias!
Vou refletir sobre isso, e espero que todos que lerem façam o mesmo!
Beijinhos
tapa com luva de pelica!!!!!!
ResponderExcluirandei pensando a respeito já... e agora, depois de ler, percebo o qto esses sites de "relacionamento" realmente nos escravizam....
e o qto eu sou viciada nisso, viu??
adorei o post, adorei o blog, continue com ele e nos fazendo pensar contigo, meu querido loir pensante....
beijosssssssssssssss
Realmente Carlos, isso q vc percebeu muito sabiamente a respeito dos sites de relacionamentos teve início desde a Idade Moderna, com o surgimento da imprensa que foi cada vez mais suplantando a tradição oral, isto é, as estória contadas desde a antiguidade e que eram passadas de geração em geração foram se extinguindo. Assim, o hábito de leitura em si, pode perceber, é algo solitário e individualista, assim como as novas relações de trabalho que impõem um distanciamento entre as pessoas. Em suma, é preciso repensar não só a questão dos sites de relacionamento,pois o buraco é muito mais embaixo: trata-se de questionarmos a própria ideologia burguesa em que estamos vivendo. Para quem se interessar, um filósofo que tratou muito desse assunto é o Walter Benjamin. Eu conheço pouco a respeito desse autor, mas parece que o que ele diz tem muito a ver com o que vc escreveu no seu blog. Parabéns pela sacada!
ResponderExcluirbeijos
O negócio é evitar falar o que faz ou fez e ficar só zuando os outros hehehe
ResponderExcluirPosso não concordar completamente?
ResponderExcluirComo uma autêntica viciada em mídias sociais posso te dizer que:
1)É possível transformar amizades virtuais em amizades verdadeiras. Pessoas com quem troquei informações por e-mail, depois conheci pessoalmente hoje em dia são das mais queridas em minha lista de amigos reais
2)Concordo com o fato de que pessoas que só postam coisas felizes, momentos felizes, produtos adquiridos e lugares que frequentam querem mostrar algo que não são e passar uma imagem que não é real. Azar o delas. Eu falo o que eu quero. Se estou triste compartilho, se estou com uma música na cabeça, falo mal da novela. Minhas mídias são uma extensão da minha personalidade mas nem por isso eu deixo de viver a minha vida real
Acho válido o seu ponto de vista mas deveras restrito. Talvez você não tenha se adaptado mas não necessariamente significa que as pessoas que se adaptaram tenham de fato algum problema... ou vc acha que eu sou maluca? Hahahaha! Olha lá o que vai responder!
Love you!
beijos
Super pertinente o texto, Carlos, e super pertinentes os comentários da Bia Herdy e da Julie. Eu não tenho uma opinião completamente formada a respeito desse assunto ainda, mas gostaria de jogar um pouco mais de pimenta nessa salada toda.
ResponderExcluirTendo recentemente assistido ao filme A Origem (apenas 4 vezes) e sendo um fã incondicional do filme The Matrix, questiono se tudo não passa realmente de uma questão de percepção. Um sonho de 50 anos, ou mesmo de uma vida inteira, onde se riu, se amou, se chorou, se feriu, não foi uma experiência real? Não gerou emoções e sentimentos verdadeiros? Afinal, quem nunca acordou de um pesadelo macabro, agradecendo por ter sido somente um sonho? Ou quem nunca teve um sonho tão incrível que preferia nunca ter acordado, mas ao acordar o fez com um sorriso no rosto?
Pois é, tudo indica que a felicidade está em nossa mente, e que meros pensamentos podem nos afetar profundamente. Portanto, penso que vai de cada um interpretar o que as mídias sociais representam em suas vidas, se são uma mera extensão do seu viver ou se já se tornaram o próprio viver. Independente disso, acho possível encontrar a felicidade em ambos os casos.
Mas se um dia eu tiver de fazer uma escolha como a de Neo (vida real ou vida virtual? pílula vermelha ou pílula azul?), me dê já minha pilula vermelha!
Acho fabuloso os pontos de vista. Todos são válidos e so vieram enriquecer.
ResponderExcluirEu acho o texto valido e a opiniao pertinente. Mas acho um pouco restrito. Na minha opiniao isso se aplica a uma parte dos usuarios de midias virtuais. Eu nao me acho viciada, mas gosto de acompanhar o que meus amigos mais distantes estao fazendo, por onde estao. Como voce, nao te vejo ha mais de mil anos, mas acho o maximo saber que voce esta indo pra Paris ou pra Londres ou sei-la-onde. Da mesma forma, quero que meus amigos saibam onde estou, o que estou fazendo de bom, coisa que nao da pra ficar mandando email diario pra todos com pequenos acontecimentos do dia-a-dia...
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