“Eu sou rica!!!”. Essa frase ficou popular através do Youtube. Foi proferida por Carolina Ferraz na novela “Beleza Pura” da Rede globo transmitida em 2008.Até então era uma forma de mostrar que o dinheiro muitas vezes sobrepõe o poder. Mas seu sucesso veio alguns anos depois com outra conotação.
Somos o que temos, ou aparentamos ter. Marcas famosas moldam nosso estilo, nos fazem melhores do que os outros. Impressionam aqueles que queremos ao nosso lado. Aumentam o meu círculo de amizade e me torna mais feliz. Uma pessoa vista e realizada. Será mesmo?
Os índices de pessoas com problemas de depressão e síndrome do pânico estão aumentando. Difícil é encontrar alguém que não faz terapia. Hoje ela é mais importante do que entrar em uma igreja ou templo para curar a alma.
As revistas de moda, televisão e outros meios de comunicação fazem o culto ao corpo “perfeito”, magro para ,mulheres e musculoso para homem. Que saúde é essa que mata por bulimia ou destrói o fígado devido a utilização exagerada de anabolizantes? O que os gregos, com seus corpos esculturais (tão perfeitos que eram retratados em esculturas) faziam para manter a saúde? Eles comiam e se exercitavam. Não existiam suplementos alimentares miraculosos. Os ricos cuidávam da mente estudando e do corpo se exercitando. As mulheres belas eram as que tinham o corpo um pouco cheio, com suas curvas naturais. Não feitas por cirurgias plásticas ou retas como uma tábua.
Nem toquei no assunto dívida. Li recentemente que 46,9%, ou seja, 1,683 milhões de famílias paulistanas estão endividadas. Mas muitas delas – não todas - não perdem a aparência.
Tem uma frase que eu ouvi de um comissário de bordo certa vez que acho perfeita para concluir esse texto.
“Comprei o que não precisava, pra mostrar quem eu não sou, pra quem não me interessa, com o dinheiro que não tenho”.
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